e na mesa do sol poente,
o rapaz ao ritmo do carteado.
A bela moça faz a cena, quebra a banca. Tem cheiro de vitrina.
Coisa charmosa, dizia seu João,
e ela toda se ria.
Sem abrandar-se prosseguia,
em uma dança de vestido à guia.
E o rapaz, carta pequena, rabo de olho e teimosia truco.
Cantarolava se achando Nabuco.
Chapéu na perna, cintura chaveada,
couro e sela na botina.
Sotaque roceiro e ginga,
de atrair pobre e coitada de menina.
Mas a moça escaldada no xadrez
Fogo de rédea, água de cajibrina
o jeito de mulher moça,
Capitu, Hilda, Mônica e Celestina.
E ela sem pestanejar,
lança-lhe logo um sorriso manhoso
ela gira, fala e brinca,
faz um samba em torno do moço.
É de arrepiar a tal da menina moça,
já diria seu João,
mas ele que é moço dos forte,
aqueles que se diz dos bão,
não sabe o que faz ou fala com a moça,
não decide se vai ou não.
E a moça cansou da dança,
do vento e do carteado
Começou a sair sem graça,
tirando do jogo todo o seu arado.
O moço num último salto
Levantou da mesa zapado.
Mas a moça deu de banda
deu de salteado.
O moço voltou encucado
a moça foi embora encasquetada
Seu João, só olhando se ria.
de saudade, não é bobo nem nada.