A julgar pelo trato fino
o desembaraço dos cabelos
da fala
da prosa,
parece tudo rumar
para uma cordilheira de realizações.
Liberdade parece estar
na estampa de roupa
na pintura do quarto
na disposição dos móveis
nas samambaias penduradas ao teto
nas passagens de ida sem volta.
E gira o mundo,
faz as estripulias mais impensadas,
e faz saber de tudo um pouco.
A liberdade porém
não está nas abundâncias,
pergunte aos emergentes
que chegaram ao topo.
O cheiro da poeira molhada com a chuva
e o de café coado na hora
a brincadeira de pique
o primeiro beijo
o pai e a mãe.
Liberdade talvez seja a passagem de volta,
um oásis.