sábado, 21 de setembro de 2013

Sal-dade.

Nasce como uma semente de lembrança lá no fundo do coração. Um instante de arrepio. O corpo todo se afeta por aquele pequeno broto de não mais esquecido afeto. O rosto coura, o corpo se comprime, os olhos de repente ficam encharcados. Escorre pela maçã do rosto a lágrima, com a leveza de um toque, um carinho, a dor afagando a si mesma. Escorre sonho meu. Até a boca. Sinto um gosto, sem esforço. A claridade do passado agridoce: o "agri" seu, o "doce" também. Fica agora no coração, no rosto, no corpo, nos olhos e na boca, esse gosto que é só meu: Sal-dade.