sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Campina Verde

Deu lugar para que se sentasse. Precisava de apenas um pedaço de pano velho no chão, algo que chamaria de tapete. Encostado na parede, com um prato de arroz e feijão na mão.
Não precisa de muita coisa para fazer pessoa feliz. O que sustenta é a verdade. Mas ela não se vê em cada pano de chão ou em cada parede fria. Não está disposta na mesa de um jantar fino ou na disponível simpatia. A verdade é coisa de sabão de barra e mão na pia. É coisa de lenço na cabeça e correr na padaria. É coisa de pegar na mão sem burocracia.