qual é a verdade profunda dos homens,
que a cantarolar me pus
no dia da morte de meu velho.
Que boa é a vida!
Na penumbra ela me permite olhar de novo
e ver que tudo aquilo que um dia visto
com os olhos bem abertos,
com eles fechados
não se apaga,
cresce às vistas.
não se apaga,
cresce às vistas.
Mas ora, como somos tolos,
a dor é tão boa a nós.
A saudade é só a memória
pedindo para não ser esquecida,
e a memória nada mais é do que a vida
revestida de valor,
no presente revivida.
Eu bem sei que toda esta tolice
será assim um dia injustamente descrita.
Em um tempo difícil
a verdade profunda dos homens
andará tão vazia.
Mas haverá quem contrapor
na simplicidade completa do existir.
A coragem de ser diferente
A coragem de ser diferente
é chamada "fazer arte" na escola.
É um risco epistolar,
mas um sinal de glória.
É um risco epistolar,
mas um sinal de glória.
Haverá alguém sempre a
cantarolar em meio à monotonia,
a pestanejar em choro memorando a alegria.
Imagino só ao ver-me
a fazer uma afronta como esta:
Chamar de arte
uma breve epifania.
cantarolar em meio à monotonia,
a pestanejar em choro memorando a alegria.
Imagino só ao ver-me
a fazer uma afronta como esta:
Chamar de arte
uma breve epifania.