A certeza é um caminho, nunca fim. Saberia dizer muito pouco sobre ela se fosse questionado, mas quando confrontado em ação, tinha uma camada fina e lisa por sobre suas ações que desvelavam aquela profunda consciência.
Não, os passos de quem carrega uma certeza não são leves. Carregar consigo na alma uma certeza faz com que a vida tome um senso de "onde quer que isso dê, tenho de ir para lá". Isso é radical, e é. O fato é que nenhum caminho deve ser desvinculado de seus desvios, e que nenhuma certeza deve ser tomada como fim em sim mesma. É o ponto em que os esbarrões nos fazem duvidar, jogá-la para um canto e seguir sem rumo.
Pois a certeza é quem dá a direção, e ao dizer que sem ela seguimos sem rumo é como que constatar uma quebra entre o que é e o que penso ser. A certeza só é o que é, não é nada além. Não se trata de opinião, se trata de termo apodítico, indubitável, constatado e constatável em circunstância vida.
Certeza não se trata de subir uma montanha certo do que há do outro lado, como uma presunção mágica que tudo está definido antes mesmo de ser. A certeza é o que permite subir a montanha certo de que há algo sim, e que isso que há pode ser tudo e inclusive nada, mas o fato é que há algo que faz querer subir a montanha, há um horizonte a ser encontrado que não se sabe qual é e nem mesmo se será possível alcançar a chegada, mas a largada é dada de um fato certeiro, apodítico, "é isso".
E nada mais é circunstância inviolável, desde que todo ato seja exímia afirmação de um fato primordial que um dia se mostrou como para sempre, ainda que nos entornos haja bocados de paradas e talvez e sempre, sempre reticências.